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3 dicas para aprender inglês

June 30, 2017

Paciência, exemplo e contato. Tenha em mente essas três palavras durante todo o tempo que estudar inglês. Com elas, você consegue se organizar e superar os obstáculos mais frequentes que costumam aparecer quando começamos a aprender algo novo.

 

 

 

Paciência

 

A maioria das pessoas já fala frases completas e consegue se expressar com clareza na sua língua materna aos 5 anos de idade. Quando começamos a estudar inglês depois de certa idade, é natural querermos aprender rápido para alcançar fluência e falar "tudo". Por isso vale a pena lembrarmos que até falarmos "tudo" em português, nós passamos por etapas distintas. Reparem os bebês, as crianças bem novinhas ao seu redor e como elas se comunicam. As primeiras frases são bem simples, tipo "eu quero", "dá", "eu vou", "não quero", "quero água". Ou seja, começamos com construções mais curtas, sucintas, sem rodear muito, indo direto ao ponto. E usamos justamente aquilo que vai dar resultado, fazendo a ponte entre o nosso desejo naquele momento até algum adulto que nos atenda o mais breve possível.

 

E quantas vezes um bebê chora porque não sabe falar o que está sentindo? Ainda bem que já somos mais crescidinhos, essa parte não precisa acontecer em inglês. Mas é super comum sentirmos esse receio de falar "errado". E se acontecer, não supervalorize esse momento. Lembre-se que seus acertos são maiores, mais expressivos e mais frequentes que seus erros. Uma escorregada na gramática ou na pronúncia é natural. Duas também. Haha! Não só nas etapas iniciais, mas durante toda a nossa vida como falantes. Até mesmo em português, nossa língua mãe, cometemos deslizes na gramática e inclusive na pronúncia. Cada região tem um sotaque para dizer certas palavras e é frequente pessoas estranharem uma variação da língua com a qual não costumam ter contato. Tenha tranquilidade para errar e poder se corrigir, se explicar. Esse é um passo importantíssimo para amadurecer o nosso envolvimento com um idioma estrangeiro. Superada essa auto-crítica, você se sentirá muito mais feliz na hora de falar inglês!

 

Ou seja, tenha paciência. Use o vocabulário que você está estudando, por mais simples que seja. Use-o exaustivamente, até que você automatize o uso do maior número de palavras que puder. Isso quer dizer, ao invés de procurar vários adjetivos super especiais para descrever sua família ("indispensável", "formidável", "meu porto seguro"), pode ser mais eficaz aprender três expressões mais simples ("boa", "feliz", "importante para mim"). Afinal de contas, você está apenas começando a estudar inglês. Com sua dedicação, logo você poderá fazer frases mais longas, detalhar o que sente com mais palavras e se sentir cada vez mais fluente no idioma estrangeiro.

 

Exemplo

 

Quando temos nossas primeiras aulas de gramática de português na escola nós já falamos português. Por que com inglês tem que ser diferente? Estudar uma gramática muito avançada sem conseguir colocá-la em prática na fala pode criar uma sensação ruim, de que não conhecemos a língua, aquele famoso "não levo jeito pra coisa". Mas isso acontece justamente porque existe uma lacuna entre a sua localização no percurso (mais ao início) e onde aquele tópico gramatical pode ser aplicado na fala (mais a frente, num ponto mais distante de onde você ainda está).

 

O segredo para não deixar que a gramática do inglês te intimide é seguir exemplos e usá-los sem se preocupar tanto com o porquê de eles serem como são. Isso quer dizer que é importante prestar atenção aos exemplos que você estudar com xs professorxs, escutar em músicas, assistir nas séries e ler nos noticiários. É como acontece com as expressões idiomáticas. Você sabe que "chover canivete" significa chover muito, mas provavelmente não sabe porque usamos a referência a canivete. Mas valorize o acerto: você sabe o que significa e como usar essa expressão. Faça assim com toda a língua, aprenda com os exemplos, sem se preocupar com os porquês gramaticais. Imagine uma criança que tenta usar o verbo "fazer" no passado e solta "Eu 'fazil' tudo" ao invés de "eu fiz tudo". Seria traumático dar uma aula de gramática para ela. Basta apenas retrucar "Ah, você fez tudo? Eu fiz tudo também!" e naturalmente ela vai entender que não é "fazil". Claro que no contexto de sala de aula, lidando com adultos, há uma série de recursos que agilizam esses processos, por isso temos exercícios escritos com correção. Mas é importante refletir sobre isso para que valha a pena experimentar uma nova forma de aprender idiomas, com mais foco em como usar uma frase ao invés de ficar se perguntando "por que a frase é assim?".

 

Quando focamos nos exemplos, buscamos inspiração em nossxs professorxs, naquelxs amigxs que já estudam há mais tempo e podem nos ajudar e seguimos os exemplos que elxs nos dão. E quando fazemos isso, internalizamos com mais facilidade porque estamos envolvidos afetivamente, sem melindres. É como um jogo de imitar e repetir igualzinho àquilo que ouvimos. E quando prestamos essa atenção, vários obstáculos são superados: a pronúncia fica mais natural, o vocabulário vem à memória com mais facilidade, as preposições deixam de ser tão difíceis... Isso tudo porque você gravou exemplos sem se preocupar tanto com o porquê de eles serem assim. 

 

Contato 

 

Ao longo dos nossos primeiros anos de vida acontece uma expansão gradativa do vocabulário por conta do estímulo constante, já que estamos inseridos num contexto em que só se fala português. E mais, uma criança com pais de nacionalidades distintas, também desenvolve naturalmente a habilidade de falar cada língua um pai ou mãe diferente. O contato constante só nos habilita cada vez mais a falar com mais naturalidade o idioma que escolhemos estudar.

 

Com a tecnologia ficou muito fácil e prático acessar músicas, ver filmes e séries, ler noticias e livro de literatura em qualquer idioma, mas principalmente em inglês. Por isso usarmos esses recursos faz toda diferença. Quem tem o hábito de ouvir inglês constantemente desenvolve a habilidade de entender porque o ouvido se acostumou com aquela combinação de sons. Isso é um hábito saudável que além de ajudar nos estudos traz uma série de outros ganhos culturais, mentais e espirituais. Há uma série de aplicativos que ensinam palavras e tópicos gramaticais de graça no smartphone. No nosso Instagram (@sistema3) temos a Palavra do Dia ("Word of the Day"), para você aprender uma palavra por dia - a dica é tentar usá-la durante o role-play nas aulas. Mantenha contato com seus amigos que moram no exterior, sejam eles brasileiros ou estrangeiros, sugira que se comuniquem apenas em inglês e pratique sem se preocupar com as correções. É assim que se ganha fluência, perdendo o medo de errar.

 

Ou seja, se você quer aprender inglês rápido e de maneira prazerosa, sem que isso seja um fardo maior do que o mercado de trabalho já faz parecer, lembre-se dessa nossa reflexão de hoje. Tenha paciência para começar com frases simples, em breve você poderá fazer construções mais longas e complexas. Siga os exemplos sem se preocupar tanto com a gramática, afinal, você está aprendendo a falar e não a dar aula (se você quiser dar aula também é interessante refletir sobre como ensinar). E mantenha contato constante, use a tecnologia a seu favor.

 

Espero que tenham gostado dessas dicas!

 

Com carinho,

 

Vico Lopes

Diretor pedagógico

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