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Mestrado no exterior: uma experiência que pode alavancar o seu inglês

November 6, 2017

É muito comum encontrarmos alunos(as) que pretendem estudar e/ou trabalhar no exterior (principalmente em países de língua inglesa), e por isso decidiram dedicar parte do seu tempo diário ao estudo do Inglês.

 

Por isso, sempre acabo compartilhando a minha historia de aprendizado e desenvolvimento das minhas habilidades com a língua no meio profissional, e minha vivência no exterior, como forma de incentivá-los (as).

 

 

Este texto conta um pouco desta jornada. Ou melhor, o início.

 

 Professor Davi Barreto no Oktoberfest, em Munique.

 

 

 

 

 

 

Grande oportunidade de estudar na Alemanha

 

Tudo começa com a oportunidade, um estágio de três meses durante meu mestrado em uma instituição de pesquisa alemã. Nada muito duradouro, mas que serviria como base para a escrita da minha dissertação.

 

Eu, que nunca havia colocado os pés fora do Brasil, obviamente, comecei a duvidar da minha capacidade de me comunicar em Inglês (apesar de todos os meus superiores reafirmarem que eu possuía um nível aceitável para o cargo). A minha falta de experiência, e de certificação, só contribuíam para aumentar o pavor de que, de alguma forma, eu não conseguiria me comunicar.

 

Chegando ao Aeroporto de Frankfurt, um motorista contratado pelo instituto para me levar à pequena cidade que fica a cerca de 100 km dali me esperava no portão de desembarque. Um alemão de cerca de 50 anos, que me cumprimentou em Inglês, disse que era o motorista e que me levaria ao instituto, ao que eu basicamente respondi somente com acenos de cabeça.  Mas chegando ao carro, percebi que passaria pelo menos duas horas com ele ali. E se existe algo que minha vivencia me dizia, é que pessoas gostam de conversar, principalmente enquanto dirigem por vias expressas monótonas. Suei frio.

 

Como me sentir mais confiante com a língua me ajudou a superar os desafios

 

Enquanto ele me perguntava coisas sobre futebol, eu mantinha aquela resposta padrão, “sorria e acene”, até porque não entendo nada de futebol. E foi essa vontade de dizer algo sobre isso que originou a minha primeira sentença nesta conversa. “I don’t know nothing about soccer”. Se o caro leitor reparar bem, não se tratou de uma bela frase, alguns diriam que essa dupla negativa é um absurdo irreparável, uma tragédia, que eu deveria me envergonhar e me esconder num canto obscuro do carro até a nossa chegada ao instituto, onde eu deveria imediatamente requisitar minhas passagens de volta ao Brasil.

 

Mas o que veio a acontecer na verdade, foi uma viagem bastante agradável, daquelas que passa rapidamente, onde passamos o resto do tempo conversando e debatendo sobre nossos estereótipos nacionais. Enquanto eu falava que nem todo brasileiro gosta de samba, futebol e carnaval (apesar de, eu mesmo, amar o samba e o carnaval), ele me dizia que nem todo alemão era um beberrão de cerveja (e me convidou para tomar uma para discutirmos isso melhor).

Outros erros estruturais e gramaticais seguiram, não somente durante a viagem, mas como também durante os três meses que passei inicialmente por lá. E enquanto eu não me preocupava com minhas óbvias limitações, tive mais tempo de ouvir falantes nativos e fluentes e aprender, sem medo de errar.

 

Meu inglês melhorou exponencialmente em pouco tempo, enquanto me mantive confiante, comunicativo e questionador. Isso porque, acredito que tenha sido justamente a minha capacidade de me comunicar bem que havia me levado à tal oportunidade, e não a habilidade gramatical com a língua inglesa, que nitidamente havia melhorado bastante, mas ainda não era perfeita.

O resultado? Consegui um novo estágio no ano seguinte, e uns anos depois a oportunidade de um doutorado no mesmo instituto. Escrevi minha dissertação em Inglês, e ainda arrumei um tempinho, e ânimo, para aprender alemão.

 

Professor Davi em frente a Catedral de Berlim

 

 

 

 

Então fica a dica, na grande maioria das vezes, as oportunidades não surgem somente por conta de um inglês impecável, mas também por conta de suas outras habilidades profissionais, que normalmente são muito mais requisitadas e importantes neste contexto profissional.  Confie em si mesmo e na sua capacidade de se comunicar, ouça atentamente e aprenda (inclusive que todos cometem erros, e que não há nada de errado nisso), e com tempo e paciência verá que a tão desejada fluência está há alguns happy hours de distância.

 

 

 

               

 

 

Davi Barreto

Professor de inglês         

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