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Intercâmbio nos EUA: o saldo positivo de trabalhar no Texas

December 13, 2017

Em setembro de 2008, aos (precoces) 18 anos de idade, comuniquei aos meus pais minha decisão de fazer um intercâmbio de trabalho por quatro meses nos EUA. Eu já havia estudado inglês durante boa parte da minha vida até então, comecei aos sete anos de idade, e essa sempre foi, junto da música, a coisa que eu mais gostava.

 

 

Paixão antiga

 

A escolha de ir aos Estados Unidos está muito ligada a minha afinidade com o idioma e a cultura americana. Meu sonho era conhecer Nova Iorque, cenário dos filmes que eu amava, palco das bandas que eu ouvia, a síntese de tudo que eu achava interessante nessa vida; eu poderia morrer depois de conhecer este lugar.

Este intercâmbio de trabalho e viagens – work experience –, oferece a estudantes universitários a possibilidade de trabalhar numa empresa norte-americana, principalmente na área de restaurantes e hotelaria. Este era um tipo de intercâmbio muito comum na época especialmente por oferecer aos participantes a oportunidade de serem remunerados pelo trabalho, o que compensaria alguns custos da viagem e daria a chance de viajar por algum tempo, terminado o contrato com o empregador.

 

 

 

 

 

 

Os preparativos

 

Alguns meses antes da viagem, as empresas contratantes promovem feiras de empregos – as job fairs – onde entrevistam e selecionam os candidatos às vagas oferecidas. Minha job fair aconteceu em Belo Horizonte. Eu já havia, mesmo que secretamente, decidido que queria viajar para o estado do Texas, então acabei me inscrevendo só para as vagas nas empresas daquele estado.

 

As entrevistas na job fair são muito importantes e parte do seu sucesso neste processo vai ser atribuída ao nível de inglês que você demonstrar. As melhores vagas são, frequentemente, oferecidas aos candidatos que melhor se saem nas entrevistas e, consequentemente, aqueles que tiverem o melhor nível de inglês, conseguem os melhores empregos.

 

No final das contas, recebi algumas propostas de emprego – job offers –, mas acabei optando por aceitar a oferta de trabalhar como host no Rainforest Cafe, um restaurante com uma temática tropical muito interessante em Dallas.

 

Os meses que antecederam a viagem foram especialmente tensos pra mim. Meu visto foi negado, cheguei a pensar em desistir mesmo depois de já ter arcado com grande parte dos custos da viagem. Mas eu estava resoluto.  Me candidatei novamente e fui aprovado, dessa vez.

 

Embarquei em dezembro de 2008, em meio à maior crise financeira nos EUA desde o crack de 1929. Na agência, havia rumores de que alguns contratos de emprego poderiam ser cancelados sem aviso prévio e, acredito que alguns estudantes chegaram a ficar desempregados por algum tempo.

 

 

 

A minha experiência no Texas

 

Tudo ocorreu da forma que eu esperava. Fui muitíssimo bem recebido pelos meus chefes no restaurante, e outros colegas brasileiros já estavam alugando um apartamento perto dali, o que facilitou, em muito, minha adaptação.

 

 

Parte do trabalho do host envolve atender ao telefone e fazer reservas de mesas e, embora eu já tivesse um bom domínio do idioma, eu morria de medo de falar ao telefone. Sério. Me lembro do terror que sentia ao ouvi-lo tocar. Tinha medo de não conseguir entender e nem me fazer entender sem a facilidade de poder gesticular, ler os lábios, enfim, tudo que pode ajudar na comunicação presencial.

 

Paralelamente, trabalhei como recepcionista em um hotel, e ali tinha que usar o telefone ainda mais que no restaurante. Acredito que minha maior evolução na língua inglesa advenha do fato de eu ter me submetido a este trabalho. Meu listening melhorou muito. Até hoje, acho que esta é a habilidade em que eu acredito que me saio melhor, e, bem rapidamente, fui ficando mais confortável no trabalho.

 

 

Saldo positivo

 

Eu me comunicava com os clientes diariamente, fiz amizades nos locais onde trabalhava, e comecei a namorar uma americana. Muitos intercambistas, por viajarem em grupos, acabam se confinando aos relacionamentos sociais dentro das bolhas de suas próprias nacionalidades. Este pode ser um empecilho ao seu desenvolvimento na língua inglesa.

 

Minha principal dica é: se entregue. Os americanos, pelos menos em sua maioria, são muito abertos a fazer novas amizades e bastante acostumados com estrangeiros. Assim como com os brasileiros, e todas as nacionalidades com a qual eu tive contato, você não vai se sentir julgado ou cobrado a se comunicar com um nível muito alto no idioma deles.

 

Esteja preparado e aberto a ouvir correções, zoeiras e dicas. Não tenha medo. Experimente. Todo diálogo, em qualquer contexto, é uma oportunidade de aprender uma palavra, expressão ou gíria nova.

 

No final do meu contrato com o restaurante, depois de ralar muito por três meses, viajei. Conheci 33 estados, vi São Francisco, Chicago, Nova Iorque e voltei pro Brasil com duas malas a mais do que levei na ida. Nelas, iam tudo que eu comprei nos Estados Unidos. Mas comigo, eu trago muito mais.

 

Vai viajar e ainda não fala inglês?

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Abraços, pessoal!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lucas Duarte

Professor de inglês

 

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