2014 © Sistema 3 | Rua Barbosa Lima, 278 - Centro - (32) 3212-6496  - Juiz de Fora - MG

Como celebra-se o Natal em partes do mundo que as vezes esquecemos?

December 23, 2018

 

Mais um ano se passou, e como diria John Lennon em “So this is Christimas” ... e o que você fez? Um sentimento de estranhamento, e reflexão humana muito bem traduzido para a língua portuguesa por Simone. O que eu fiz?

 

 

Mas se tem algo que o Natal nos ensina todos os anos, é que não fazemos nada sozinhos, que durante o ano que passou fomos abraçados, amados e protegidos por aqueles que nos amam de verdade. E que cada um de nós, independentemente de onde estejamos durante as celebrações do nascimento do menino Jesus, ou até mesmo da existência ou não destas celebrações, merecemos o mesmo amor e o mesmo sentimento de proteção. Todos nós merecemos.

 

Sendo assim, quando sentei para escrever um post para o Sistema 3 sobre como se comemora o Natal em diferentes partes do mundo, não pude deixar de pensar nesta necessidade de sentir o amor do nosso próximo, e naqueles que se encontram cada vez mais distantes desta realidade. O que descobri foi que o Natal, para muitos, é muito mais que os presentes, que a família, e que a religião. Descobri que celebrar é um direito, e que muitos o perdem.

 

Segue então uma pequena lista sobre as tradições natalinas em locais que as vezes esquecemos que também merecem celebrar.

 

  1. O Natal no Haiti.

 

 

No começo de dezembro as pessoas no Haiti já começam a procurar por árvores de Natal, que podem ser ramos de pinheiros, ou até mesmo compradas em lojas. Normalmente estas são decoradas com um presépio em sua base. As pessoas também costumam decorar suas casas.

Na véspera de Natal, no dia 24 de dezembro, as casas dos bairros costumam a ficar abertas e com suas luzes acesas durante toda a madrugada adentro, enquanto as crianças são livres para sair e perambular pelas ruas sem a supervisão de seus pais (os mais velhos são responsáveis pelos mais novos), e é permitido que as crianças bebam uma bebida levemente alcoólica chamada de Anisette, à base de anis.

Pessoas costumam a frequentar a missa de meia-noite e também a cear com seus familiares assim que chegam em casa. O dia 25 é bem mais calmo, já que as pessoas descansam da noite anterior.

Em 2010 o Haiti sofreu um dos maiores terremotos de sua história, e o país que já sofria com a pobreza extrema foi devastado. Estima-se que entre 100 e 200 mil pessoas tenham morrido, e que mais de 7 milhões tenham sido atingidas pelo tremor. Ainda hoje existem pessoas morando em acampamentos que foram improvisados à época para receber os desabrigados.

 

  1. O Natal no território Palestino.

 

 

O Natal é muito importante na Palestina, principalmente por esta abrigar Belém, cidade natal de Jesus de acordo com a tradição cristã. E apesar de cerca de apenas 15% da população da cidade ser cristã, os muçulmanos da cidade também se orgulham que ela seja vista como o berço de Jesus.

A cidade é um centro mundial de peregrinação cristã, principalmente durante as celebrações de Natal, que acontecem de acordo com a diferentes denominações cristãs (as protestantes e romana celebram nos dias 24 e 25 de dezembro, as ortodoxas no dia 6 de janeiro, e a armena no dia 18 de janeiro).

A celebração mais importante durante a véspera de Natal é a missa na Basílica da Natividade, igreja mais importante da cidade, onde acredita-se que Jesus tenha nascido. Todo o ano, cerca de 2 milhões de turistas visitam a cidade, o que se tornou uma das principais atividades econômicas da região.

Apesar disso, o clima no resto do território não poderia ser mais diferente, milhares ainda vivem em acampamentos de refugiados, sob ajuda humanitária, e sob a constante ameaça de um conflito entre o poderoso exército israelense e os rebeldes palestinos que se opõem à ocupação do território. Em 2017 o clima na região piorou depois da decisão do presidente americano de transferir a embaixada de seu pais de Tel Aviv para Jerusalém.

 

  1. O natal no Sudão do Sul.

 

 

Na nação mais jovem do planeta, as tradições natalinas são bem diferentes das nossas, com uma ênfase muito maior no aspecto religioso e tradicional das celebrações. A pequena parte cristã da população nunca adotou os principais símbolos europeus da festividade, tais como a árvore de natal e o Papai Noel. Porém atendem às missas natalinas em suas igrejas, e reúnem as famílias para compartilhar uma refeição natalina que conta com muitas comidas regionais e típicas.

Aqueles que ainda podem, compram roupas novas para si e suas crianças afim de atender às festividades religiosas. As missas contam com leituras da Bíblia e o entoo de hinos de louvor em línguas nativas acompanhadas de tambores e danças típicas.

O Sudão do Sul vive uma guerra civil sangrenta que já deixou cerca de 400 mil mortos, sejam estes diretamente pelos conflitos armados ou pelas doenças e pela fome que se alastraram pelo país. Além disso, mais de 2 milhões de pessoas encontram-se refugiadas.

 

  1. O Natal na Síria

 

 

Com uma pequena, porém significativa, população cristã, o Natal na Síria é comemorado fervorosamente. As principais celebrações ocorrem no dia 6 de dezembro, quando ocorrem as missas de celebração a São Nicolau, e quando as crianças recebem os presentes.

O interessante é que ao invés de Papai Noel, quem traz os presentes, de acordo com a tradição síria, é o Pequeno Camelo, que na história dos Reis Magos, era o menor em mais frágil camelo da caravana que ia visitar Jesus, e que durante a viagem ficou muito cansado e debilitado. Porém, sua vontade de ver Jesus era tão grande que ele conseguiu completar a jornada, e sua devoção ao menino Jesus o concedeu imortalidade. Por isso, o Pequeno Camelo traz presentes todas as noites do dia 5 de dezembro.

Durante as celebrações, as famílias cristãs trancam o portão de suas casas, em alusão à época de perseguição religiosa no país, se reúnem em torno de uma fogueira apagada segurando velas, e o membro mais jovem da família lê o conto da natividade. O pai então acende a fogueira e todos observam como o fogo se espalha pela lenha, o que irá determinar a sorte da família pelo ano que se inicia. Há música e canto de salmos, e quando a fogueira se acalma todos pulam suas brasas.

Desde 2011 a Síria está envolta em uma guerra civil de enormes proporções, que envolve diversas nações e diversas forças regionais. E enquanto as grandes potencias disputam o domínio do território e soberania sobre suas imensas riquezas, estima-se que mais 400 mil pessoas entre forças militares e civis já tenham morrido na guerra. Acredita-se que cerca de 13 milhões de pessoas foram de alguma forma deslocadas por conta da guerra, e destas, mais de 6 milhões encontram-se refugiadas, o que gerou uma crise de refugiados global, e um caloroso debate sobre imigração.

 

Todos têm o direito a celebrar.

           

 Confesso que quando comecei a escrever este texto, nunca estive tão pouco contagiado pelo espirito natalino, já que este ano, para muitas famílias, não foi um ano muito conciliativo aqui no Brasil, e isto não foi exceção para mim.

  Porém, tudo é uma questão de perspectiva. É bom poder saber que apesar de tudo, ainda poderei celebrar o amor que recebi durante este ano de minha família, de meus amigos e de meus colegas.

            Como sempre, haverá Natal.

 

 

 

 

 

 

Davi Barreto 

Professor de Inglês

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Alguma dúvida?

 

Deixe nos comentários ou então nos envie um WhatsApp! 

(32) 98824-1025

 

 

PRIMEIRAS TURMAS DE 2019:

 

TARDE - 07 de janeiro 

MANHÃ - 08 de janeiro

NOITE - 08 de janeiro 

FIM DE SEMANA - 11 de janeiro 

 

Siga as nossas redes sociais e receba as nossas atualizações:


facebook.com/sistema3
Instagram @sistema3

 

 

 

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Posts Em Destaque

Bem-vindos ao blog S3!

January 24, 2017

1/1
Please reload

Posts Recentes
Please reload

Arquivo
Please reload

Siga
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square